terça-feira, 17 de novembro de 2015

Invasão Holandesa no Brasil

Acontecimentos políticos na Europa, envolvendo Portugal, Espanha e Holanda se refletiram no Brasil. Uma delas foi a União Ibérica, ocorrido porque o rei português, d. Henrique, morreu em 1580 sem deixar herdeiro. O rei da Espanha, Felipe II, tomou a coroa  portuguesa e uniu Portugal e Espanha em um único reino, entre os anos de 1580 e 1640.

Holanda, de aliada a inimiga
Para construir um engenho de açúcar, era necessário um investimento muito elevado. Como a maioria dos portugueses, que vieram para colonizar suas terras, não dispunham de dinheiro suficiente para custear seus empreendimentos, foi necessário procurar capital com banqueiros. A Holanda contava com grandes bancos, especialmente a maioria deles de propriedades de judeus que foram expulsos de Portugal e Espanha pela Inquisição.
A Holanda, então, passou a garantir todas as etapas da produção do açúcar, desde o financiamento até o fornecimento de equipamentos. Em troca, os holandeses tinham o direito de comercializar o açúcar. Eles atracavam nos portos das colônias portuguesas para comprar e revender o produto, além de transportá-lo, refiná-lo e distribuí-lo na Europa.
Com a União Ibérica, todos os inimigos da Espanha, passaram a ser inimigos de Portugal, inclusive a Holanda, antiga parceira de portuguesa.  O reino de Felipe II abrangia os Países Baixos (Holanda e Bélgica atuais). Algumas províncias dessa região, de maioria protestante, estavam descontentes como domínio espanhol, devido a cobrança de pesados tributos e pela imposição do catolicismo. Depois de vários anos de luta, conseguiram de libertar da Espanha, formando assim, um país independente, a Holanda. 
Inconformado, o rei Felipe II, proibiu o comércio da Holanda com as colônias lusitanas. Revoltados, com a perda de seus lucros, os holandeses invadiram e conquistaram territórios pertencentes à Espanha, em especial aqueles destinados ao tráfico negreiro na África e à produção de açúcar na América portuguesa. Para organizar estas incursões militares, foi criada a Companhia das Índias Ocidentais, empresa fundada por holandesas, com o apoio do governo da Holanda.

A invasão holandesa
A Companhia da Índias Ocidentais, passou a deter o monopólio do comércio na América e na África, e, assim organizou a invasão holandesa no Brasil. O primeiro grande ataque ocorreu em 1624, na Bahia, com o objetivo de tomar Salvador, a sede do Vice Reinado ibérico na colônia.  Em um primeiro momento, o ataque foi bem-sucedido, tomaram a cidade sem muita resistência e prenderam o governador ibérico.
Porém, a resistência organizada pela população local, após a invasão, impediu que os holandeses avançassem ao interior e consolidassem seu domínio. A tática usada foi a guerra de emboscadas, onde os habitantes locais saíam da mata, em pequenos bandos e atacavam os holandeses de surpresa. Para auxiliar na guerra contra os holandeses, a Espanha enviou sua marinha, contando com cerca de 12 mil homens. Não podendo resistir, os holandeses se renderam, em 1625.
A derrota em Salvador revelou a necessidade pelos holandeses de buscar, na rica região do açúcar, uma área menos protegida, mas de igual importância econômica para atacar. A escolha recaiu sobre a capitania de Pernambuco, o maior produtor mundial de açúcar, na época.
Em 1630, o holandeses atacaram o litoral pernambucano e, depois de vários enfrentamentos com tropas portuguesas e proprietários locais, apoderaram-se de Olinda e Recife, fundando em 1635 a Nova Holanda. A sede do governo holandês, estabelecida primeiramente em Olinda, logo foi transferida para Recife.
O então governador ibérico, Matias de Albuquerque, retirou-se para o interior com seus soldados e armas e fundou o Arraial do Bom Jesus, forte de resistência aos invasores. Contudo, os holandeses ficaram isolados nos núcleos urbanos, enquanto os ibéricos dominavam a região dos engenhos.
Para possibilitar sucesso de seu domínio, os holandeses garantiram proteção aos senhores de engenho que desejassem retornar as suas propriedades e incentivaram a compra dos engenhos abandonados. Assim, contando com apoio de moradores locais, entre eles Domingos Fernandes Calabar, os holandeses conseguiram dominar a região. O governador ibérico, conseguiu prender Calabar e mandou executá-lo, ordenou que ateassem fogo nos canaviais e se retirou para Alagoas.

O domínio holandês na América portuguesa
Depois da conquista de Pernambuco, novos ataques possibilitaram aos holandeses estender seus domínios de Alagoas até o Rio Grande do Norte. No início, os senhores de engenho se opuseram aos estrangeiros, pois temiam perder suas propriedades. Entretanto eles aceitaram o governo holandês quando perceberam que seu maior objetivo era o interesse no comércio do açúcar.
Em 1637, a Companhia das Índias Ocidentais, nomeou o nobre holandês João Maurício de Nassau, como governador para comandar o desenvolvimento das terras dominadas. A administração de Nassau caracterizou-se pela modernização e recuperação da economia local. Assim, cidade de Recife, sede da administração holandesa, ganhou ares de cidade europeia: praças, canais, palácios, museus, zoológicos pontes e edifícios foram construídos; as ruas foram calçadas; até um observatório astronômico foi construído.
Maurício de Nassau, fez alianças e concedeu empréstimos aos fazendeiros, a fim de retomar rapidamente a produção de açúcar, prejudicada pela guerra. Assim, os senhores de engenho puderam comprar escravos, recuperar as máquinas defeituosas e retomar a produção. Foi estalecido leis, nomeado juízes, funcionários públicos .
Os holandeses promoveram uma série mudanças na vida colonial nordestina, com a introdução de novos hábitos e costumes e uma política de tolerância religiosa e cultural. Seguidores do calvinismo, missionários holandeses realizaram um intenso trabalho de conversão dos índios à igreja reformada, especialmente com os potiguares. Nassau, concederam liberdade religiosa, para evitar possíveis confrontos entre os senhores de engenho (católicos) e os holandeses (protestantes).
O governador trouxe cientistas, como Georg Marcgraf e Willen Piso e artistas europeus, como Albert Eckhout registraram a natureza e a paisagem local em seus trabalhos. O mais conhecido dos pintores foi Frans Post, que viveu no Brasil de 1637 a 1644.

Expulsão dos holandeses
Em 1640 a União Ibérica chegou ao fim com a aclamação de d. João IV, e, Portugal tentou recuperar seu império ultramarino. As dificuldades financeiras ainda impediram que os territórios dominados pelos estrangeiros fosse prontamente recuperados. Em 1641, d. João assinou um tratado de paz por 10 anos com a Holanda. Por este motivo, os holandeses permaneceram no Nordeste até 1654.
A saída de Maurício de Nassau, do governo holandês, no Nordeste em 1644, pôs fim à boa convivência que tinha sido estabelecida entre holandeses e colonos no Nordeste açucareiro.
Os novos administradores, preocupados somente com os lucros, tentaram recuperar os enormes gastos feitos por Nassau e aumentar os lucros da companhia holandesa. Pressionaram então, os fazendeiros a saldar suas dívidas, sob ameaça de confiscar seus escravos, suas terras ou a produção do açúcar. Tal situação, levou os senhores de engenho a se oporem aos holandeses.
Em 1645, teve início a Insurreição Pernambucana que se estendeu por 9 anos, onde tropas luso-brasileiras lutaram contra os holandeses.  As duas Batalhas dos Guararapes, em 1648 e em 1649, vencidas pelos luso-brasileiros, foram decisivas para restaurar gradualmente o domínio português.
O governo português, então, ajudado pela Inglaterra, que disputava contra a Holanda o domínio dos mares, enviou a Pernambuco uma frota naval de guerra. Atacados por terra e mar, os holandeses se renderam. Em 1654, os holandeses assinaram a Capitulação da Campina da Taborda e se retiraram definitivamente do território nordestino. A paz, só foi assinada em 1661.
Com a experiência adquira no Nordeste do Brasil, com a produção de açúcar, a Holanda passou a produzir açúcar nas Antilhas. Além disso, a Holanda possuía uma enorme frota naval e grande experiência na distribuição do açúcar na Europa.
Sem as fontes de financiamento e com a concorrência do produto antilhano, o setor entrou em crise. Entre os anos de 1650 e 1700, os preços do açúcar brasileiro caíram pela metade.




- Colonização e Administração da América Portuguesa
- Economia Açucareira
- União Ibérica



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

EM 17 DE NOVEMBRO DE 1903, República Velha - O Acre passa definitivamente a ser território nacional depois da assinatura do Tratado de Petrópolis entre Brasil e Bolívia.

Colonização Inglesa

O início dos ingleses no processo de colonização do continente americano conta com determinadas particularidades que o difere sensivelmente da experiência colonial promovida por portugueses e espanhóis. Entre outras razões, destaca-se o processo tardio de colonização, a natureza espontânea da ocupação dos territórios e as características do litoral norte-americano como pontos fundamentais na compreensão da colonização inglesa.

1. O início da colonização inglesa
Os ingleses começaram a ocupar a América do Norte a partir de 1584, sob o reinado da rainha Elizabeth I. Nesse ano, Walter Raleigh fundava em 1607 a colônia da Virgínia. De início ela teria pouquíssimo sucesso, devido aos inúmeros ataques dos povos nativos aos invasores. O principal produto dessa colônia era o tabaco.
A partir do século XVII, a colonização inglesa ganharia novo impulso devido a intolerância religiosa e a fundação das companhias de comércio britânicas, que favoreceram a constituição de novas colônias em terras americanas.
Nessa época muitos dos colonos eram puritanos que fugiam da Inglaterra devido à severas perseguições religiosas. Somavam-se a eles um grande contingente de pessoas empobrecidas em razão das profundas transformações econômicas decorrentes do declínio do sistema feudal, das sucessivas guerras e fome. Todos buscavam uma vida mais segura e promissora no continente americano, onde poderiam recomeçar suas vidas.
A relativa autonomia que os colonos desfrutaram na América do Norte parecia facilitar a realização da promessa de um “novo mundo”. Por isso, em muitos dos nomes dados ás colônias, aparece a palavra “novo” ou “nova”: Nova Inglaterra, Nova Amsterdã (futura Nova York), Nova França (futuro Canadá), Nova Orleans, etc.
Esse contingente de imigrantes deu origem às 13 colônias anglo-saxônicas. Dirigiram-se especialmente para a região América do Norte, região que ficou conhecida como Nova Inglaterra, e, também para o centro da costa atlântica da América do Norte, onde o clima era semelhante ao inglês.

2. Duas formas de colonizar
Em geral, a colonização da América do Norte foi empreendida por companhias inglesas, organizadas por comerciantes e banqueiros e autorizados pela Coroa. As principais empresas eram a Companhia de Londres, que tinha o monopólio das regiões ao norte e a Companhia de Plymouth, que recebeu o monopólio dos territórios ao sul.

Os peregrinos na América
Muitos puritanos, vieram se fixar na América, fugindo das
perseguições religiosas na Inglaterra
.
Muitos trabalhadores ingleses migraram para a América do Norte na condição de servos temporários. Em geral, eram pessoas pobres, que não tinham dinheiro para pagar a viagem rumo à América. Como nas novas terras havia escassez de mão de obra, eles aceitavam trabalhar sem remuneração, em troca do pagamento das despesas de viagem. Normalmente, depois de sete anos, os servos ficavam livres.
A primeira iniciativa independente de colonizar a América do Norte ocorreu em 1620, quando 102 ingleses, entre eles muitos puritanos, desembarcaram do navio Mayflower e fundaram a cidade de Plymouth, no atual Massachussetts. Eles ficaram conhecidos como “pais peregrinos”. No rastro destes primeiros colonos, vieram outros: franceses, holandeses, irlandeses e alemães, formando as treze colônias da América do Norte.

As colônias do Sul
Para a Inglaterra, as terras mais interessantes ao modelo mercantilista se localizavam no sul. Virgínia, (1607), Maryland (1632), Carolina do Norte e do Sul) (1663) e Geórgia (1773) situavam-se em áreas de clima menos frio, que favorecia o cultivo de artigos não cultivados no clima inglês, os quais abasteciam o mercado europeu.
As colônias do Sul produziam principalmente algodão, tabaco, arroz e índigo (planta que se extrai a cor azul), artigos valorizados no mercado europeu. O cultivo era realizado em grandes propriedades agrícolas monocultoras, ou seja, que se dedicavam à produção de um único artigo. A mão de obra utilizada era predominante escrava.
A produção sulista de gêneros subtropicais era vendida, sobretudo, para a Europa por meio das companhias inglesas de comércio. Como existiam alguns negócios comuns entre os produtores do Sul e a Inglaterra, houve uma aproximação maior das colônias do Sul em relação à metrópole, sem que isso reduzisse a autonomia da região.
Tanto nas colônias do Norte e do centro quanto nas do Sul, a colonização não era controlada diretamente pela monarquia britânica. As companhias de comércio gozavam de razoável autonomia. Isso lhes permitia negociar com outras partes da América sem a interferência da metrópole.

Também não havia um comando único sobre as colônias. Elas eram totalmente independentes uma das outras. Deviam obediência ao estado inglês, mas dispunham de relativa autonomia na sua organização e nas decisões políticas que tomavam.

As colônias do Norte e do Centro
O ponto de partida da colonização do norte foi Plymouth. Depois, os colonos se estabeleceram ao longo do Rio Connecticut (1633) e fundaram New Haven (1640). Apesar de terem sido vítimas da intolerância religiosa na Inglaterra, os puritanos foram extremamente intolerantes com os não puritanos na nova terra, perseguindo diversos grupos, entre eles os Quaker. Por causa disso, muitas pessoas migraram mais para o norte, fundando colônias como Rhode Island (1636) e New Hampshire (1638). As colônias do Norte ficaram conhecidas como a Nova Inglaterra.
No centro, colonos fundaram a Pensilvânia, Nova Jersey e Delaware, as últimas colônias a surgir na região. Em 1664, colono ingleses se apossaram da colônia holandesa de Nova Amsterdã e lhe deram o nome de Nova York.
O clima frio do Norte e do centro dificultou a implantação de uma agricultura de produtos tropicais, não inserindo as colônias do Norte e o centro no modelo mercantilista, como foi feito na América portuguesa. Interessados em praticar uma atividade rentável na região, os colonos desenvolveram, desde cedo, o comércio, as manufaturas e a atividade pesqueira.
Na porção norte e cento das 13 colônias, a atividade agropastoril realizou-se em pequenas propriedades, com mão de obra livre, assalariada, com a finalidade de subsistência ou de produção. Os produtos cultivados abasteciam o mercado interno.

O comércio triangular
O pequeno controle exercido pela Inglaterra sobre as colônias do Norte e do centro permitiu que elas desenvolvessem uma poderosa marinha mercante, construíssem grandes veleiros e pesqueiros e participassem do comércio mundial.

Nas Antilhas os colonos ingleses obtinham melaço para produzir rum, bebida que era trocada por escravos na África. Estes, por sua vez, eram vendidos nas colônias do Sul e nas Antilhas.
Os lucros desse comércio, chamado triangular, juntamente com o conhecimento de novas tecnologias trazidas pelos colonos ingleses, propiciou o desenvolvimento das manufaturas nas colônias no Norte e do cento e favoreceram o surgimento de uma rica burguesia mercantil na América do Norte.





-  Expansão Marítima Europeia
- Mercantilismo
-  República Puritana
- Revolução Gloriosa
- Independência das 13 Colônias Inglesas na América




domingo, 15 de novembro de 2015

EM 16 DE NOVEMBRO DE 1532, Conquista Espanhola - No Peru, Francisco Pizarro, conquistador espanhol derrota os Incas na batalha de Cajamarca e aprisiona o imperador Atahualpa.

Revolução Gloriosa

Na Inglaterra,  com a morte de Cromwell em 1658, seu filho Ricardo, o sucede na chefia do poder executivo, mas não consegue se manter no poder, por mais de oito meses. Depois de dois anos de caos político, um novo Parlamento é eleito em 1660 e decide pelo fim da república e opta pela restauração da monarquia dos Stuart. A restauração estende-se pelo reinado de Carlos II (1660-1685) e de seu irmão Jaime II (1685-1688).  Carlos II assume a Coroa cedendo ao domínio do Parlamento, procurando não cometer o mesmo erro de seu pai, que acabou sendo decapitado.  O novo rei inglês comprometeu-se a respeitar a Carta Magna e a petição de Direitos. 
Rei Carlos II
Umas das primeiras medidas do monarca, foi desenterrar Cromwell e enforcar seu corpo em praça pública. Durante o reinado de Carlos II, as forças políticas inglesas se organizaram e se agruparam em dois grandes partidos: Whig partido Liberal e o Tory Partido Conservador. O Partido Conservador dominou o parlamento Inglês, contudo, importantes medidas progressistas foram tomadas, como a abolição das rendas feudais, as quais ainda existiam em certas regiões.
Rei Jaime II
Carlos II e o Parlamento entraram em conflito nas questões religiosas. O rei inglês via em Luís XIV, rei da França, seu primo e protetor, um modelo de governante: católico e absolutista. Carlos II defendia a restrição aos puritanos e apoiou a França, católica, em suas guerras na Europa, além de assinar a Declaração de Indulgência, em 1672, permitindo o catolicismo na Inglaterra.
Em 1685, morre de Carlos II, sem deixar herdeiro direto. O trono inglês foi assumido pelo seu irmão, o duque de York, que foi coroado sob o título de Jaime II.  
Guilherme de Orange
Durante o reinado de Jaime II, foi dado continuidade a política de abertura ao catolicismo, crescendo o descontentamento da alta burguesia e da nobreza anglicana. O Parlamento, desejava uma limitação institucional do poder régio. Porem, a Inglaterra dava indícios que se encaminhava para um absolutismo católico. Temendo um governo ditatorial católico, o Parlamento inglês se convenceu, que qualquer reforma, antes de tudo, passava pela deposição da dinastia Stuart. 
O Parlamento inglês passou então a conspirar contra o poder real. Propôs secretamente a Coroa a Guilherme de Orange, príncipe holandês protestante, casado com Mary Stuart, filha mais velha de Jaime II, para que assumisse o trono inglês com poderes limitados constitucionalmente.
Declaração dos Direitos, assinado por
Guilherme de Orange
A Revolução Gloriosa começa em 1688 quando Guilherme invadiu a Inglaterra com um exército composto de ingleses e holandeses que reuniu em torno de 15 mil homens. E exército real desertou e Jaime II, abandonado pelo seu exército, é deposto e foge para a França. Somente na Irlanda, de maioria católica e na Escócia, país de origem dos Stuart houveram alguns embates.
Em 1689 Guilherme de Orange e Mary Stuart assumem o trono da Inglaterra, com o título de Guilherme III. Assinam o Bill of Rights "Declaração de Direitos" que determina, entre outras coisas, a liberdade de imprensa, liberdade religiosa, a manutenção de um exército permanente e o poder do Parlamento de legislar sobre tributos. Em 1694, com a morte de maria, Guilherme reina, mas não governa. Quem governa de fato, é o partido que mais cadeiras consegue no Parlamento, e, é assim até hoje.
Os trabalhadores ficaram alheios a tudo isto, demoraram inclusive, a ter direito de voto. A Revolução Gloriosa marca o fim do absolutismo na Inglaterra e a instauração da Monarquia Constitucional. Favorece a aliança entre burguesia e proprietários rurais, que será a base do desenvolvimento econômico capitalista inglês.



- Absolutismo
- República Puritana
- Revolução Francesa