quinta-feira, 19 de novembro de 2015


 Cabanagem

Os paraenses eram sua maioria muito pobres: viviam da pesca, exploração de madeira, castanha-do-pará, cacau, baunilha e ervas medicinais; trabalhavam no regime de escravidão ou por baixíssimos salários e moravam em cabanas erguidas sobre estacas ás margens dos rios; por isso eram chamados de cabanos. 
Em 1835, quando se iniciou a cabanagem, a província do Grão-pará abrangia os atuais do, Amapá, Rondônia, Roraima e Amazonas. A população do Grão-pará era de cerca de 120.000 habitantes, composto por:

Índios: 33.000
Negros: 30.000
Mestiços: 42.000
Brancos: 15.000

Cabanagem teve forte participação popular
Em 1833, o governo central nomeou como presidente da província, Bernardo Lobo de Sousa, que se impôs por meio da força e repressão, aumentando o descontentamento local. Os cabanos queriam terras para plantar e o fim da escravidão; já os fazendeiros queriam escolher o presidente da província que, na época, era imposto pelo governo central. Então, ricos  e pobres do Grão-Pará, em janeiro de 1835, começaram a organizar o movimento, ocuparam Belém, a capital da província, mataram o presidente provincial e colocaram no poder o fazendeiro Félix Clemente Malcher, que acabou assassinado por trair a Cabanagem, ao fazer acordos com o governo regencial. O lavrador, Francisco Pedro Vinagre, que o sucedeu, também traiu o movimento. Devido a desacordos internos e com a ajuda de mercenários estrangeiros, o governo regencial recuperou Belém.
Contudo, os cabanos continuaram lutando sob a liderança de Eduardo Angelim e reconquistaram Belém e proclamaram uma república em agosto de 1835. O governo central não aceitou a República paraense e, em maio de 1836, enviou ao grão-Pará uma poderosa força militar, composta por navios e mercenários e prenderam Eduardo Angelim e tomaram Belém. Os revoltosos, se refugiaram dentro da floresta amazônica e resistiram até 1840, quando foram completamente dominados. Estima-se o número de mortos em torno de 30 mil pessoas.

- Período Regencial
-Revolução Farroupilha




quarta-feira, 18 de novembro de 2015

EM 19 DE NOVEMBRO DE 1493, Grandes Navegações - Cristóvão Colombo desembarca na ilha de Borinquen, a qual chamou de San Juan Batista, hoje San Juan de Porto Rico.

Os Sumérios
Os sumérios foram os primeiros a se fixarem na Mesopotâmia, por volta de 8500 a.C., perto do Golfo Pérsico, uma região favorecida pelas enchentes periódicas dos rios Tigre e Eufrates. A civilização suméria desapareceu por volta de 1900 a.C., mas exerceu forte influência sobre os outros povos da região.

Alimentação
Os sumérios eram descendentes de pastores nômades e herdaram deles o costume de criar cabras e carneiros. O leite de cabra, juntamente com seus derivados (queijo, manteiga e iogurte) eram uma de suas principais fontes de alimento, juntamente com a carne de carneiro.
Os sumérios souberam "dominar" os rios e
desenvolveram sua agricultura
Outra fonte de alimento era retirada dos rios Tigre e Eufrates, como a pesca de peixes e a agricultura, devido a fertilização das margens durante as cheias. Entretanto, para aproveitar a riqueza do solo, era necessário controlar as enchentes, capazes de arrasar as ladeias erguidas ás margens dos rios.
Para solucionar este problema, os sumérios realizaram grandes obras hidráulicas: drenaram os pântanos em torno dos rios; ergueram diques para controlar as cheias; abriram canais para a irrigação de regiões cada vez mais distantes; fizeram açudes para garantir o abastecimento de água a sua população. Essas obras transforaram partes do deserto em terras boas para o plantio de trigo, cevada e outros cereais.
Ao mesmo tempo, eles inventaram uma ferramenta que aprimorou as atividades agrícolas: o arado de cobre. Atrelado aos bois, o arado permitia revolver maior quantidade de terra, deixando-a pronta para semeadura. Com maior área destinada ao plantio, os sumérios passaram a obter excedentes de alimentos, que eram estocados para os períodos de falta de alimentos.

As primeiras cidades
O desenvolvimento da agricultura, ocasionou o aumento da população e propiciou o desenvolvimento do comércio e o surgimento de novas atividades e profissões. Surgiram comerciantes, artesãos para trabalhar as matérias-primas, pessoas encarregadas do transporte de mercadorias, soldados para proteger esse transporte.
Em meio a essas novidades, as aldeias cresceram. Há cerca de 5000 anos, os sumérios fundaram as primeiras cidades da Mesopotâmia, como: Ur, Nippur, Uruk, Kish Eridu e Lagash. As cidades sumérias eram autônomas umas das autoras, cada uma possuía um governo independente, com leis próprias, justiça e exércitos particulares.  Assim sendo, eram cidades-Estado.
Essas cidades viviam em permanente conflito, disputando o domínio sobre terras férteis. Para defenderem suas cidades de invasões, eles erguiam em torno delas muralhas altas, com dezenas de quilômetros de extensão e centenas de torres defensivas.

Poder e religião
Algumas pessoas, como os mais idosos, os mais respeitados, os líderes guerreiros ou os mais ricos, acabavam conquistando um prestígio especial entre os demais. Aos poucos, algumas dentre estas pessoas, assumiram um papel de liderança dentro das cidades e acabaram conquistando o título de rei de sua cidade.
O rei era visto como representante do deus da cidade, assim, tinha direito à maior parte das terras e dos bens (como alimentos e joias) oferecidos aos deuses ou obtidos nas guerras. Com isso, acumulava enorme riqueza e poder.
Estandarte de Ur, produzido por artesãos sumérios, entre 2600 a.C. e 2400 a.C., encontrado nas escavações da maior
sepultura do Cemitério Real, na cidade de Ur, no sul do atual Iraque
O rei da cidade era o principal sacerdote do templo, e chefe dos demais sacerdotes. Os sumérios eram politeístas (acreditavam em vários deuses), cada cidade tinha seu deus protetor, em homenagem ao seu deus, eles erguiam templos, os chamados zigurates. Para os sumérios, fenômenos naturais, como a chuva, seca, eram resultado dos desejos de suas divindades.
Os templos eram verdadeiros centros de riqueza e de poder, a instituição mais rica da sociedade. Lá era controlada, por exemplo, as terras utilizadas na agricultura. Cabia aos sacerdotes a administração desses templos, o que lhe acabava gerando, juntamente com o rei, grande prestígio e influência.

Astronomia
Preocupados em entender os desejos divinos, os sacerdotes passaram a estudar o céu, acumulando, assim, um volume enorme quantidade de informações sobre as estrelas e os fenômenos celestes. Isso lhes permitiu elaborar um calendário, baseado nas fases da lua.
Ao estudar as estrelas, os sumérios observaram que a posição dos astros no céu levava cerca de 360 dias para se repetir. Com base dessas informações, associaram o movimento dos astros à circunferência e passaram a dividi-la em 360 partes iguais.
As cidades sumérias eram protegidas por muralhas
Eles utilizaram essa divisão para medir os ângulos das figuras geométricas. É por isso que hoje dizemos que uma circunferência possui 360 graus.
Os sumérios também tinham um sistema de numeração que tomava como base o número 60. Assim, estabeleceram uma marcação do tempo, na qual uma hora, equivaleria a 60 minutos e um minuto, 60 segundos. Exatamente como fazemos atualmente.

Escrita
Na necessidade de registrar a produção agrícola, os estoques de alimentos, os impostos recebidos, as transações comerciais e as leis, estabeleceram padrões de pesos e medidas e, por volta de 3300 a.C. criaram uma das mais antigas formas de escrita que se conhece, por volta de 4000 a.C.
Inicialmente, os símbolos eram gravados em placas de argila úmida, com hastes bambu e depois colocavam ao sol para secar. Cerca de quinhentos anos depois, as hastes de bambu foram trocadas por estiletes com ponta em forma de cunha. Por este motivo ficou conhecido como cuneiforme.
Em um primeiro momento, a escrita suméria era pictográfica, a qual é baseada em símbolos, que significavam uma palavra. Por exemplo: o desenho da cabeça de um boi, queria dizer boi; uma tigela, significava comida. Os sumérios utilizavam cerca de 2000 sinais, mas havia dificuldades para expressar com eles ideias abstratas.
Escrita suméria cuneiforme
Como decorrer do tempo, foram introduzidas modificações, e os pictogramas passaram a representar sílabas ou sons. Isso permitiu que, por volta de 2500 a.C., o número de pictogramas reduzisse para 600. A escrita suméria, se espalhou pela Mesopotâmia, chegando a outras regiões, como Egito e o atual Chipre. A escrita cuneiforme foi utilizada no Oriente Médio até os primeiros tempos da Era Cristã.
Saber ler e escrever exigia vários anos de rigorosos treinamentos. As aulas eram ministradas nas edubbas, escolas que funcionava, ao lado dos templos ou do palácio real. Em geral, os escribas eram homens oriundos de famílias abastardas e frequentavam as edubbas desde o início da juventude.
As edubbas proliferaram, contribuindo para a difusão das línguas faladas na Mesopotâmia. Uma delas, a acadiana (derivada do sumério) tornou-se com o tempo a língua oficial e diplomática dos povos locais. Diversos documentos, como tratados de paz e declarações de guerra, foram escritos nesse idioma.

Dominação

A partir de 3.000 a.C., surgiram os impérios, onde, várias cidades passaram a ser dominadas por uma. Todas as cidades eram obrigadas a fornecer soldados e a pagar tributos ao governo da região dominadora. O Império Acádio (região de Acad) foi o primeiro império mesopotâmico de grande extensão territorial. Enfraquecidos os sumérios acabaram dominadas pelos amoritas, que fixaram no Mesopotâmia por volta de 2500 a.C. 

- Surgimento das Cidades
Mesopotâmia
Amoritas
- Caldeus
- Assirios
- Babilônia
- Os Persas
- Fenícios
- Hebreus

terça-feira, 17 de novembro de 2015