sábado, 2 de janeiro de 2016



Origem da vida
Perguntas como: “Quem somos”, “ De onde viemos? ”, ” Como iniciou a vida na Terra? ”, desde sempre intrigaram a humanidade, e, você mesmo, já deve ter feito ela para si. As primeiras formas de explicações surgiram por parte da religião e mitologia. A filosofia foi a primeira formar racional de tentar entender e dar respostas para estas questões. Somente no éculo XIX, irão surgir pesquisas científicas, que irá responder estas questões de forma empírica, contudo algumas serão teorias serão quebradas.

1. Pensamento religioso
As explicações religiosas, foram as primeiras criadas pelos humanos, a fim de explicar a origem do universo e os seres vivos. Através do criacionismo, as religiões narram seu (s) Deus (s) o mundo e a vida, sem nenhuma comprovação racional, apenas dogmática. Veja alguns exemplos abaixo:
Para os incas, o deus Viracocha, criou os homens a partir do barro e os colocou em cavernas, de onde eles saíram para o mundo exterior. Ele também criou o sol, a lua e as estrelas a partir do lago Titicaca.
Já os guaranis tem sua crença de criação em Tupã, o deus trovão.Foi ele quem criou tudo o que existe na Terra, incluindo oceano, as matas e os animais. Também ele, colocou as estrelas no céu. Após feito tudo isso, Tupã criou os guaranis, primeiros homens a habitar a Terra. Dos guaranis descendem os demais povos.
Criação do mundo, segundo o livro do Gênesis
Os cristãos, que se apropriaram das crenças judaicas, creem que seu Deus, Iavéh, existe desde sempre. Através de um grande amor, criou todas as coisas vivas e não vivas da Terra e o firmamento no decorrer de seis dias. O homem foi criado a sua imagem e semelhança a partir do barro, e após o sopro divino dado por Iavéh ganhou vida. A mulher, foi criada a partir de sua costela, a fim de fazê-lo companhia.
Segundo o povo africano banto, Bumba estava sozinho nas águas escuras do nada. Desejava ter companhia, mas sem luz, não podia procurar por uma. Certo dia, sentiu uma dor de barriga e vomitou o Sol. De repente, havia luz em toda parte. Bumba vomitou depois as estrelas e a Lua e, assim, a noite também tinha luzes piscantes e suaves. No dia seguinte, vomitou nove criaturas diferentes, incluindo a tartaruga, o leopardo, a águia, o besouro, o crocodilo e um peixe chamado Yo. Ele também criou o relâmpago e, finalmente, vomitou homens. As criaturas recriaram a si próprias e também fizeram outros animais. Yo criou todos os peixes do mar, o besouro criou todos os insetos, o crocodilo, todos os animais de pele fria.
Segundo os gregos o começo, tudo era uma desordem, o universo estava imerso em uma treva sem fim, pois o Caos, o único deus que existia desde sempre, reinava sobre o nada, sozinho. Cansado de estar só, deu início ao processo de criação. Começou criando Gaia, que pode ser considerada como a Mãe Terra e é cheia de força vital. Após ela, foi criado Eros para ser a divindade do amor. Por fim, o deus Caos decidiu criar o Tártaro, que nada mais era do que uma espécie de local, mais precisamente, o inferno grego. E por diante outros deuses foram surgindo até o homem.
Depois da criação do mundo e dos animais, tornou-se necessário, porém, um animal mais nobre, e foi feito o homem. Não se sabe se o Criador o fez de materiais divinos, ou se na Terra, há tão pouco separada do céu, ainda havia algumas sementes celestiais ocultas. Prometeu tomou um pouco dessa terra e, misturando-a com água, fez o homem à imagem e semelhança dos deuses. Deu-lhe o porte ereto, de maneira que, enquanto os outros animais têm o resto voltado para baixo, olhando a terra, o homem levanta a cabeça par ao céu e olha as estrelas.

Pitágoras
2. Pensamento filosófico
Os primeiros filósofos da Grécia, no período pré-Socráticos séc. VI e V a.C., tentaram elaborar várias explicações para o espaço. Para eles, o Anaximandro (espaço) surgira da água e os humanos descendiam dos peixes. E, segundo os gregos, o homem representa o esplendor e a mulher seria uma forma inacabada do homem.
O nosso planeta seria um disco achatado e flutuante circundado por tubos de névoa luminosa, com um círculo de fogo por fora (o sol). Aperfeiçoando algumas ideias de Pitágoras, Eudoxo de Cnido criou um modelo geocêntrico no séc. IV a.C. do Universo. A Terra era o centro do Universo e tudo existente nele girava em torno dela.

3. Pensamento científico
Cientificamente é a mais aceita atualmente para compreender como surgiu a enorme diversidade de seres vivos que habitam a Terra. Segundo essa teoria, as espécies se seres vivos passam por mudanças ao longo do tempo, diversificando-se e dando origem a novas espécies.
Lamarck
O pensamento evolucionista, embora fosse mais antigo, ganhou força no século XIX com os trabalhos dos naturalistas Charles Darwin e Alfred Wallace. Antes deles, surgiram várias teorias a este respeito.
No século XVII, surgiu a Teoria da Geração Espontânea, na qual, pequenos seres vivos , como moscas e girinos poderiam surgir de matéria bruta, assim a vida surgiria de forma espontânea. 
A Teoria do Determinismo, defendida por Lamarck. Segundo ele, os seres vivos evoluiriam, se adaptando ao meio em que viviam.
Assim sendo, poderiam ocorrer transformações nos seres vivos devidos a dois mecanismos: pelo uso e desuso, a qual o ser vivo se adapta ao meio, adquirindo novas características pelo uso ou desuso de certas partes de seu corpo; e pela herança dos caracteres adquiridos, onde as características adquiridas pelo uso e desuso eram transmitidas as gerações futuras.
Darwin
Seria como um ser humano, usasse mais o braço direito, e criasse mais músculos, segundo Lamarck, o braço mais forte, direito, seria transmito as gerações futuras. Contudo, estas são mudanças no fenótipo (no corpo) e não genótipo (genes), está comprovado que, estão contidas na carga genética as características dos veres vivos, e através dela passadas tais características às futuras gerações.
Em 1959, o cientista britânico, Charles Darwin, publicou o livro que abalou o mundo: “A origem das espécies”, ele detalha o processo de seleção natural e traz a ideia revolucionária de que o ser humano também é resultado do processo evolutivo por seleção natural.
Para chegar a esta conclusão, Charles Darwin e Alfred Wallace tiveram a oportunidade de viajar pelo mundo pelo navio Beagle, durante cinco anos (1831-1836) observar e estudar diversos ambientes, animais, plantas, fósseis de seres já extintos, rochas e condições naturais em diferentes regiões do planeta, inclusive no Brasil.
Diferenças entre as teorias de Lamarck e Darwin

De maneira independente, Darwin e Wallace chegaram à conclusão de que os seres vivos mais bem adaptados ao meio ambiente, ou seja, que têm características que lhes permitem sobreviver, transmitem essas características às próximas gerações, enquanto os menos adaptados tendem a desaparecer. A esse mecanismo, Darwin deu o nome de Seleção Natural.


Os dinossauros surgiram na era primária
4. Surgimento das espécies
 Há cerca de 5 bilhões de anos surgiu o planeta Terra, após o Big Bang, ocorrido há muitos bilhões de anos atrás, que deu origem ao universo.  Por entorno de 4 bilhões de anos, não havia vida na Terra.

As "Eras"
A vida só surgiu a cerca de 1 bilhão de anos atrás, na chamada Era primitiva, período de formação dos oceanos e cadeias montanhosas, onde surgiram as primeiras formas de vida, as bactérias e as algas. Há cerca de 300 milhões de anos, apareceram as florestas, insetos, répteis e peixes, na chamada Era primária.
Ao final da Era Glacial a megafauna foi extinta.
Em tordo de 150 milhões de anos atrás, surgiram os mamíferos, as aves e os grandes répteis, que são conhecidos como dinossauros, na chamada Era secundária. Há cerca de  de 25 bilhões de anos surgiram os primeiros hominídeos e algumas espécies do gênero homo, juntamente coma megafauna, na chamada Era terciária.
Há cerca de 150 mil anos, surgiu  homo sapiens sapiens, na chamada Era quaternária, iniciada há 2 milhões de anos atrás. O período marcou também a extinção da megafauna.













quinta-feira, 31 de dezembro de 2015


Introdução aos Estudos Históricos

Tudo o que há no mundo hoje, só existe porque atrás dele permanece uma história. Nada somos além de sermos captadores de um conjunto de conhecimentos já obtidos ao longo da nossa história e através de nossas necessidades os aperfeiçoamos.

O que é História?
A palavra história, tem sua origem no grego antigo historía, que significa pesquisa, relato, informação. Assim sendo, a história se constitui na investigação e ao estudo do processo histórico, dos diferentes grupos humanos.
Heródoto, o pai da História
O grego Heródoto (485-425 a.C.) é considerado o pai da História. Foi ele que ordenou objetivamente os fatos passados já ocorridos, intercalando os fatos ocorridos, com a culturas dos povos. Fez inúmeras viagens, relatou guerras entre a Grécia e a Pérsia e fundou um novo modo de registro dos fatos.

Importância da história
Muitos me perguntam: “Porque tenho que estudar história? ” Ou “Porque tenho que saber disto? ” Ora, se hoje vivemos em um mundo digital, onde pessoas tem suas vidas prolongadas pelos avanços da medicina, só foi possível porque ao longo dos séculos obteve avanços científicos e estudados devido a história de ciência.
Outros tantos, me questionam porque fui estudar história?! Respondo sempre, porque sou curioso e somente a história nos explica as nossas realidades vivenciadas no hoje.
A história está presente no nosso cotidiano. Os aspectos econômicos, sociais e culturais de um país como o Brasil são muito diferentes dos EUA e Canadá por exemplo. Mas ambos estão no mesmo continente e foram colônias de países europeus, então, o que de diferente ocorreu para EUA e Canadá serem tão díspares em relação ao Brasil? Para tudo isto, encontrei explicação na história.

Fontes históricas
As fontes históricas podem ser divididas em: material, livros, documentos, objetos, jornais, pinturas, construções ou vestígios de construções, armas entre outras; imaterial, depoimentos e histórias transmitidas oralmente ao decorrer do tempo.
Time do Grêmio FBPA, início do século XX
Ao analisar uma fonte histórica, percebe-se o período histórico, os costumes, culturas, as tradições, a tecnologia, uma infinidade de fatores, a fim de enter o contexto da época. 
Ao analisar a foto do time do Grêmio no início do século XX, percebemos a diferença dos dias atuais. Os jogadores estão usando gravata, bota e chapéu, muito mais preocupados com a moda da época do que com a praticidade ou conforto do jogador. Sem falar que  quase todos ostentando seus bigodes, muito comuns para a época.
Contudo, não é possível  resgatar ou recriar o passado. Porque o que é passado, já passou, quando um historiador ou arqueólogo vão analisar os fatos passados, estes fatos são analisados partindo do princípio das vivências atuais do profissional. Filósofo grego Heráclito já disse: “Não podemos nos banhar duas vezes no mesmo rio porque as águas se renovam a cada instante. ”

Tempo e história
Relógio solar
Os relógios e os calendários são formas de medir o tempo. Os relógios mais antigos de que se tem notícia datam de mais de 4000 anos atrás. Foram criados a partir da observação do movimento do sol, composto por uma haste presa a uma superfície plana, sendo assim chamados de relógios de sol.
Por volta do ano 800 d.C., foi criado a ampulheta. Ela era formada por dois recipientes maiores, interligados por um orifício ao qual escorrem grãos de areia. Cada vez que o recipiente inferior fica cheio, a ampulheta é virada. Cada virada da ampulheta marca a passagem de um certo tempo.
Ampulhieta
Outra forma de medir o tempo é o calendário. Diversos povos desenvolveram calendários ao longo de suas existências. Existem várias formas de conceber um calendário, os mais utilizados são:
a)      O calendário lunar: são aqueles que dividem o tempo de acordo com o movimento da Lua em torno da Terra. Os islâmicos utilizam este tipo de calendário
b)      O calendário solar: é baseado na rotação da Terra em torno do Sol. Possui 365 dias, tempo que a Terra leva para fazer o movimento de translação em torno do Sol. O calendário cristão é um calendário solar.
c)      O calendário lunissolar: baseia-se no mês lunar, mas procura fazer concordar o ano lunar com o solar, por meio da intercalação periódica de um mês a mais. Os judeus utilizam esse calendário.
Como a contagem do calendário ocidental cristão é feito a partir do nascimento de Cristo, utilizamos os tempos anteriores de Cristo com “a.C.” e depois de Cristo com “d.C.”. Assim sendo, a contagem dos anos até o nascimento de Cristo é de forma decrescente e posteriores ao nascimento de Cristo, ano 1, são crescentes: 1978 a.C., 301 a.C., 12 a.C., 1, 12 d.C., 301 d.C., 1978, 1983, 1995, 2001, 2014.


O século: um conjunto de cem anos
O calendário cristão pode ser ainda organizado em séculos, ou seja, em grupo de cem anos. O primeiro século da era cristã, inicia-se quando acredita-se ser o nascimento de Cristo, que vai do ano 1 até o ano 100. Para descobrir o século é utilizado duas operações:
a) Se o ano acaba em “00”, basta eliminar os zeros e temo o século. Exemplo: 1500 = 15 = século XV; 1800 = 18 = século XVIII.
b) Quando o ano não termina em “00”, retiramos os dois últimos algarismos e somamos “1” ao número que sobrara. Exemplo: 1942 = 14 + 1 = 15 = século XV.

Divisão da história Ocidental
Para organizar os acontecimentos no tempo, os historiadores levaram em consideração o tempo cronológico, que é medido pelo calendário e relógio. Para facilitar o estudo do passado, e a localização, a história ocidental foi dividida em 5 marcos históricos importantes ocorridos da Europa.
Contudo, esta divisão eurocêntrica da história, vem ganhando muitas críticas, pois não é possível dividir a história do mundo, tendo como base apenas a Europa.  Outra crítica, é que um fato histórico ocorrido não seria capaz de mudar a cultura e o modo de pensar até então.

Algo semelhante em desejar um feliz ano novo, e que o próximo ano vindouro será de realizações. Ora, apenas foi trocado o número do ano, não irá ocorrer algo extraordinário em um passe de mágica e tudo será resolvido a partir de um ano que está chegando.