quinta-feira, 31 de março de 2016
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Cultura Nazca
Os
nazcas, se estabeleceram no atual Peru entre os anos de 300 a.C., e 600 d.C. A
cultura Nazca é famosa pelos enormes desenhos de pássaros e animais que faziam
em camadas de rochas, os quais só podem ser bem visualizados do alto.
Economia
era baseada na agricultura intensiva, das terras irrigadas. O artesanato com o
estilo de cerâmica policromada, juntamente com a tecelagem, a qual era
ricamente colorida e decorada, também estavam presentes na economia Nazca. A
arquitetura está limitada a disposição natural das colinas.
Os
nazcas davam, assim como os demais povos nativos americanos, atenção especial
aos mortos. Os túmulos eram feitos em câmaras escavadas, os quais tinham acesso
através de um poço. Lá eram depositados os mortos mumificados, ornadas com
motivos antropomorfos e zoomorfos.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Os Paracas
Os
paracas, que viveram entre 600 a.C. e 200 a.c., no território do atual Peru,
mais precisamente na península da costa sul.
Artesanato Paraca
A
fase mais antiga, dita Paracas Cavernas,
foi influencia pela cultura Chavín. Desenvolveram
técnicas de tecelagem muito semelhantes ás da cultura Chavín, destacando-se os tecidos
bordados.
Do
ponto de vista artístico, o legado mais destacado dessa civilização são os
tecidos. Em sua grande maioria policromados e bordados, fazem alusão aos
deuses, sacerdotes, danças e rituais.
Preocupação com os
mortos
O
tecido desempenhou um papel decisivo na organização social, política, religiosa
e militar desta sociedade. O poder dos governantes ou autoridades esteve
evidenciado em parte pela vestimenta – sua posição era apresentada pela
qualidade do tecido que usava. A
cerâmica Paraca Necropolis é frequentemente monocromática, em forma de frutas
ou de cabaças.
Construíram
câmaras funerárias que continham de 30 a 40 múmias envoltas em tecidos e
associadas a uma cerâmica policromática.
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Cerâmica paraca |
Esta
civilização tinha o costume de enterrar seus mortos em posição fetal, embalados
em diversas camadas de tecidos, sendo que as mais externas eram sempre as mais
ricamente bordadas. Quanto maior a posição social do indivíduo, mais exuberante
era o seu fardo - este poderia conter seus objetos pessoais. Na mesma tumba,
mas externo ao fardo, eram encontrados outros objetos desta cultura, como
cerâmicas depositadas ali em oferenda mortuária.
Os
paracas construíram uma grande necrópole reservada aos dignitários:429 fardos, invólucros
funerários sagrados, guardavam múmias envolvidas em mantos muito bem-acabados
(peças retangulares de algodão, ornadas com cenas diplomáticas).
Cultura Chorreras
Os
Chorreras, foram um importante povo da América do Sul. Habitaram o território
do atual Equador entre os anos 1200 a.c., e 300 a.C. Inicialmente viviam na
área costeira, tendo a pesca como base de sua alimentação. Mais tarde,
deslocaram-se para o interior, onde se fixaram, praticando a agricultura, em
especial o cultivo do milho e do aipim.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Cultura Mochica
Os
Mochicas, que viveram entre os anos 200 a.C., e 700 d.C., ao Norte do atual
Peru, cuja cultura se desenvolveu principalmente nos vales de Moche e de Chicama (atual província de La
libertad).
Economia
Os
Mochicas construíram uma extensa rede de canais de irrigação que facilitaram a
plantação de milho, pimenta e amendoim. Eles também praticaram o comércio e o artesanato,
com uma grande produção de tecidos e objetos de ouro, prata e uma cerâmica policromada
de boa qualidade.
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Vaso de terracota, representando um guerreiro |
Sociedade desigual
A
cerâmica mochica revela diversos elementos da vida cotidiana. Muito
hierarquizada, a sociedade de mochica era dominada por uma aristocracia que
controlava o poder político, militar e religioso. Assim sendo, havia grande
desigualdade social: os governantes, guerreiros e sacerdotes, viviam e situação
privilegiada em relação aos agricultores, pescadores e artesãos.
Religiosidade
A
mitologia mochica também era representada em sua rica iconografia de cerâmica. Eles
ergueram pirâmides, com cerca de 18 metros de altura. As pirâmides do Sol e Lua
foram feitas de blocos de adobe, são vestígios de um centro cerimonial.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Os Zapotecas
O
termo zapoteca é na verdade uma derivação da palavra do idioma nahuatl
"tzapotecah" (singular "tzapotecatl") que significa
"habitantes da região dos sapotizeiros" (sapotizeiro é uma árvore
frutífera, produtora do sapoti, e de onde se retira o látex para fabricação da
goma de mascar). Os zapotecas referem-se a si mesmos como "Beenaa",
ou "o povo".
Origem
Os
primeiros zapotecas chegaram a Oaxaca vindos do norte do atual México,
provavelmente cerca de 1000 a.C., estabeleceram-se nos vales centrais do atual
estado de Oaxaca. Apesar de não tentarem remover nenhum dos povos vizinhos de
suas terras, os zapotecas terminaram por ser a etnia predominante naquela
região. Assim, enquanto Teotihuacan florescia no centro do México. Construíram
importantes cidades, sendo as mais famosas Monte Albán e Mitla.
Sociedade e cultura
Os
primeiros zapotecas eram sedentários, vivendo em povoados agrícolas.
As
mulheres zapotecas do estado de Oaxaca exercem vários papeis sociais em suas
famílias e comunidades. Assim como em diversas culturas a mulher zapoteca
assumiu diferentes posições sociais ao longo da história. Essas posições
relacionam-se com o casamento, criação dos filhos e trabalho.
As
mulheres e os homens do povo, que viviam nas aldeias, eram obrigados impostos
ao governo central. Este pagamento era feito, entregando parte do que
produziam, como: milho, perus, mel e feijão.
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Arte Zapoteca |
Os
zapotecas destacaram-se como tecelões e oleiros. São famosas as urnas
funerárias zapotecas, vasilhas de barro colocadas sobre os túmulos. Os
zapotecas, juntamente com os maias, foram um dos povos mesoamericanos que
desenvolveu um completo sistema de escrita. Através de hieróglifos e outros
símbolos gravados em pedra ou pintados nos edifícios e túmulos, combinaram a
representação de ideias e sons.
Os
zapotecas desenvolveram um calendário e um sistema logofonético de escrita que
utilizava um carácter individual para representar cada sílaba da linguagem.
Este sistema é considerado como a base de outros sistemas de escrita
mesoamericanos desenvolvidos pelos olmecas, maias, mixtecas e astecas. Na
capital asteca, Tenochtitlan, viviam artesãos zapotecas e mixtecas, cuja
actividade era o fabrico de jóias para os Tlatoannis ou imperadores astecas,
entre os quais o famoso Moctezuma II.
Cidade de Monte Albán
A
cidade era muito bem organizada e complexa. Possía edifícios, estádios de jogo
da bola, túmulos magníficos e mercadorias valiosas, incluindo joalharia em ouro
finamente trabalhada. Monte Albán foi a primeira grande cidade do hemisfério
ocidental e centro de um estado zapoteca que dominou grande parte do que é hoje
o estado de Oaxaca.
Religião
Os
zapotecas desenvolveram uma agricultura muito variada e para ter boas colheitas
rendiam culto ao sol, à chuva, à terra e ao milho. Adoravam um conjunto de deuses dos
quais se destaca o deus da chuva, Cocijo, representado por um símbolo da
fertilidade que combinava os símbolos da terra-jaguar e do céu-serpente,
símbolos comuns nas culturas mesoamericanas.
Os
rituais religiosos, que por vezes incluíam sacrifícios humanos, eram regulados
por uma hierarquia sacerdotal. Os zapotecas adoravam os seus antepassados e,
crendo num mundo paradisíaco, desenvolveram o culto dos mortos. Um dos seus
grandes centros religiosos era Mitla. A magnífica cidade de Monte Albán foi
sede de uma civilização bastante desenvolvida, possivelmente há mais de 2000
anos.
Decadência
Monte
Albán dominou os vales até finais do período clássico e, como outras cidades
mesoamericanas, perdeu o seu esplendor entre os anos 700 e 1200. No entanto, a
cultura zapoteca permaneceria nos vales de Oaxaca, Tabasco e Veracruz.
Vindos
do norte, os mixtecas tomaram o lugar dos zapotecas em Monte Albán e Tikal e
mais tarde em Mitla. Em meados do século XV, os zapotecas e os mixtecas lutaram
para evitar o controlo dos astecas sobre as rotas comerciais em direcção a Chiapas,
Veracruz e Guatemala. Sob o comando do rei Cosijoeza, os zapotecas aguentaram
um longo sítio na montanha rochosa de Giengola, mantendo o controlo sobre
Tehuantepec bem como a autonomia política, através de uma aliança com os
astecas até à chegada dos espanhóis.
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Cultura Chavín
Entre
os anos de 1000 a.C., e 200 a.C., um agrupamento humano se estabeleceu no
território do atual Peru, o qual foi denominado de cultura Chavín
Economia
Inicialmente,
os chavín viviam da pesca, principalmente de enchovas, realizada em pequenos
barcos e com redes bem finas. Para facilitar o armazenamento e o transporte, os
peixes eram secos e moídos.
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Pintura em tecido de algodão |
Com
o passar do tempo, a pesca deixou de ser a principal atividade econômica,
cedendo lugar para a agricultura. A construção de grandes canais para a irrigação,
permitiu desenvolver as culturas de abóbora, batata, feijão, milho, algodão,
aipim e abacate.
O
comércio era praticado por eles assim como o artesanato. Produziam objetos de
ouro, cerâmica e tecidos decorados com figuras geométricas representando seres
humanos e animais.
Religião
Os
chavín ergueram grandes centros cerimoniais composto de montes piramidais construídos
com adobe e pedras, com 6 a 18 metros de altura e até 450 metros de
comprimento. O mais famoso templo, foi construído no ano 850 a.C., e ficava
próximo do local onde seria edificada a cidade de Chavín de Huantar.
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Ruínas do templo Chavín datado de 850 a.C. em Chavín de Huantar, Peru |
Diante
do templo estendia-se um pátio retangular. Dentro dele havia outro pátio
circular, que ficava cerca de 5 metros abaixo. Para permitir o acesso a ele
foram construídas escadas.
Dentro
do templo havia um cômodo principal, no qual era escavado um buraco para o fogo
sagrado, em que a população se reunia para prestar culto comandado pelos
sacerdotes. Os sacerdotes acumulavam a chefia política e constituíam o mais
rico grupo da sociedade chavín.
Os
chavín ofereciam aos seus deuses conchas e objetos de quartzo. Eles também
adoravam o jaguar, considerado senhor da floresta, e o caimão, um animal
semelhante ao jacaré, considerado o senhor das águas.
O
declínio de Chavín de Huántar está relacionado com a instabilidade e revolta
sociais ocorridas entre 500 e 300 a.C., o que teria provocado seu declínio,
resultando no abandono do local. Um tempo depois, uma pequena aldeia ocuparia a
praça circular do templo antigo e algumas pedras do complexo foram reutilizadas
em novas construções.
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Teotihuacán
Por
volta de 300 a.C., um povo cuja identidade ainda não foi esclarecida pelos
pesquisadores ocupou uma parte do território atualmente pertencente ao México. Esse
povo constituiu uma cidade que se tornaria gigantesca: Teotihuacán.
Uma grande cidade
Essa
cidade atraiu pessoas de diversas etnias e lugares e chegou a ter uma população
de cerca de 125 mil pessoas. O centro de Teotihuacán se estendia por mais de 20
quilômetros quadrados. A cidade reunia milhares de moradias, que constituíam
seu núcleo residencial.
Essas
casas estavam dispostas de forma planejada, formando quarteirões com ruas estreitas.
Ao redor da cidade havia um muro com poucos portões, facilitando o controle de
entrada e saída de pessoas, como forma de prevenir invasões de povos inimigos.
A cidade possuía também um sistema de canalização de água e uma rede de coleta
de esgotos.
A
agricultura, o artesanato e o comercio era as atividades econômicas pratica na
cidade, além da mineração da obsidiana, uma rocha escura produzida pela lava vulcânica
e utilizada para fazer facas e pontas de flechas.
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Mapa de Teotihuacán |
Os
habitantes de Teotihuacán mantinham contato com os demais agrupamentos humanos
do atual México, por meio do comércio e de relações diplomáticas. Também fizeram
uso da força, dominando alguns territórios vizinhos.
Religião
Além
da área residencial, havia em Teotihuacán uma enorme praça central, que
funcionava como centro cerimonial. Nela destacavam-se duas pirâmides: uma
dedicada ao Sol e outra, à Lua, a qual os moradores da cidade realizavam cultos
religiosos a esses dois astros, que simbolizavam o dia e a noite.
A
pirâmide do Sol possuía 65 metros de altura e 200 metros de largura em cada um
dos lados. Ela ficava numa das plataformas cerimoniais, cercada por construções
retangulares, pátios, depósitos e palácios. Esses palácios eram ocupados por
sacerdotes, que, devido à importância da religiosidade, tinham grande prestígio
na cidade.
Os
palácios de Teotihuacán possuíam portões de entrada com colunas quadradas
ornamentadas por figuras em relevo. As paredes internas eram revestidas com
argamassa e decoradas com painéis pintados com desenhos geométricos e figuras
de jaguar, o qual reverenciavam-no como o senhor da floresta.
Fim de Teotihuacán
Por
volta do ano 600 d.C., diversos povos vindos do Norte do atual México, em busca
de terras férteis para a agricultura invadiram Teotihuacán e a cidade foi parcialmente
destruída. O centro político foi abandonado e os poucos habitantes se fixaram
nas zonas rurais.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Os
Olmecas viveram no território do atual México entre os anos de 1200 a.C. até
400 a.C., se fixaram inicialmente nas margens do golfo do México e, ao longo do
tempo, se deslocaram para o interior.
Economia
Eles
plantavam milho, feijão, abóbora, pimenta, abacate e tomate. Desenvolveram o artesanato e um intenso
comércio com povos vizinhos, organizando caravanas que atravessavam os atuais
territórios da Guatemala, Honduras e Nicarágua.
Ao
longo do tempo, alguns grupos sociais utilizaram a força para controlar as
terras mais próximas dos rios. Essa proximidade facilitava a irrigação e
produtividade. Isso permitiu que os controladores dessas terras obtivessem
excedentes de alimentos, que eram comercializados nas cidades.
A
atividade comercial possibilitou a esses grandes proprietários acumular mais
riqueza, diferenciando-se dos demais agricultores. Um grupo que acumulava
riqueza era o dos sacerdotes, que controlavam grandes extensões de terras,
trabalhadas pelos camponeses.
Religiosidade
Os
olmecas criaram centros cerimoniais, compostos de pirâmides erguidas em grandes
praças. Em 1250 a.C., em um local que mais tarde seria chamado de San Lorenzo,
eles construíram um centro cerimonial de barro e madeira, composto de uma
plataforma de 45 metros de altura.
Por
volta de 900 a.C., em um lugar depois chamado de Capalilloi, os olmecas
construíram um templo com grandes blocos de mármore, dotado de um aqueduto para
o transporte de água.
A
principal divindade adorada por eles era um poderoso espírito da floresta, o
jaguar-homem, ao qual se atribuía a capacidade de mudar de forma para homem e vice-versa.
Essa divindade era representada em máscaras utilizadas pelos sacerdotes durante
os cultos religiosos.
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Centro cerimonial Olmeca |
Eles
acreditavam que todo ser humano tinha um “duplo” animal. Tudo o que acontecia
com um aconteceria com outro. Se um animal morresse, por exemplo, uma pessoa morreria
também, e vice-versa. O “duplo” dos sacerdotes era o jaguar, uma forma de
representar seu poder, poi além de líderes religiosos, eram também chefes
políticos.
Sob
a liderança dos sacerdotes, os olmecas realizaram contatos com povos vizinhos,
com os quais comerciavam constantemente. Inicialmente esses contatos foram
pacíficos, mas ao longo do tempo, os olmecas utilizaram sua força guerreira
para dominar outros povos e cobrar tributos deles.
Além
de organizar os rituais religiosos, os sacerdotes desenvolveram o estudo da
astronomia e da matemática e criaram um sistema de registro que mais tarde foi
aperfeiçoado por outros povos, possibilitando a criação de uma escrita, que
ainda não foi decifrada.
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